sexta-feira, 23 de abril de 2010

Diferenças Culturais de Pensamentos


"Durante muitas décadas, ainda antes de conhecer Vigotski, houve um debate muito difundido acarca da questão que consisite em saber se as pessoas que crescem sob circustâncias culturais diversas serão diferentes no que tange às capacidades intelectuais básicas que desenvolverão quando adultas. Já no começo do século, Durkheim admitia que os processos básicos da mente não são manifestações da vida interior do espírito ou resultado da evolução natural; a mente origina-se na sociedade."
Os psicólogos da Gestalt apontaram propriedades comuns à mente em todas as culturas. Promoveram a i´deia de que os pricípios da percepção e do pensamento, tais como o da "boa forma"ou 'fechamento", são categorias universais da mente. É nessa discussão que percorre o artigo de Luria em cerca de "Diferenças Culturais de Pensamento".
Segundo ele o pensamento classificatório não é apenas um reflexo da experiência individual, mas uma experiência partilhada, que a sociedade pode comunicar através de seu sistema lingüístico. Esta confiança em critérios difundidos na sociedade transforma os processos de pensamento gráfico-funcional em um esquema de operações semânticas e lógicas, no qual as palavras tornam-se o instrumento principal da abstração e da generalização.
Quando nossos sujeitos adquiriram alguma educação e tiveram participação em discussões coletivas de questões sociais importantes, rapidamente fizeram a transição para o pensamento abstrato. Novas experiências e novas idéias mudam a meneira de as pessoas usarem a linguagem, de forma que as palavras tornam-se o pricipal agente da abstração e da generalização. Uma vez educadas, as pessoas fazem uso cada vez maior da classificação para exressar idéias acerca da realidade. Os processos de abstração e generalização não são invariáveis em todos os estágios do desenvolvimento sócio-econômico e cultural. Pelo contrário, tais processos são produto do ambiente cultural.
Foram feitos por Luria 3 testes, utilizados pelos nomândes camponêses não alfabetizados...sendo que todos seguiram a mesma lógica... Não possuidores da escrita, e sem a ultilização de métodos abstratos para sua sobrevivência, nos testes foram percebidos uma sequência de respostas práticas, sem a ultilização e nem desenvolvimento da abstração em seus conhecimentos empíricos. Percebe-se através deste que a cultura, o ambiente é um grande propussor e formador de funções superiores.
Espero que haja a compreensão de que não estou fazendo apológia a civilização da escrita, conforme os iluministas, sendo discriminatória. Percebo apenas a importância da cultura, da diversificação e do conhecimento tanto empírico como científico, para melhor desenvolvimento da psiquê, em nossos processos tanto internos como externos...funcionando de maneira dinâmica em nosso crescimento como seres racionais, emocionais e espirituais.

Referência:

VYGOTSKY, L.S. ; LURIA, A.R. e LEONTIEV, A.N. Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem. São Paulo ; Ícone, 1988.

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